Reajuste do Salário Mínimo em 2020

Reajuste do Salário Mínimo em 2020





Previsões indicam que o Governo Federal pretende congelar o reajuste do salário mínimo para 2020.

Para quem acha que os efeitos da crise econômica que o Brasil atravessou nestes últimos anos já foram contornados, certamente cometeu um sério equívoco.

A prova disso é a posição do governo que se encontra a frente do nosso país nos últimos meses e que se diz responsável pela volta da economia nacional nos rumos do crescimento.




Como todo bem coletivo requer um pouco de sacrífico, desta vez, a atual equipe econômica do governo de Michel Temer já sinaliza para o ano de 2020 um possível congelamento no reajuste do salário mínimo do trabalhador brasileiro.

Se de antemão, toda a equipe ministerial estava empenhada em fazer aprovar a reforma da Previdência, cujo governo acabou desistindo, agora ele vai agir por meio de medidas de controle de gastos, tentar o corte cada vez mais agressivo de despesas e investimentos numa tentativa de respeitar o teto de gastos para daqui a dois anos.


Quando as medidas de controle começarem a cortar tudo o que poderá onerar a folha de despesas do governo, se o que for gasto com áreas consideradas críticas para o bem-estar da população brasileira deverá ser o alvo principal dos cortes, imagine que eles irão fazer o mesmo com a concessão de novas aposentadorias para quem precisa se afastar definitivamente do mercado de trabalho.

A intenção do governo em congelar os salários não deverá ser uma decisão tomada de último momento. Para esta medida, entra em cena o IFI (Instituo Fiscal Independente), um órgão ligado ao Senado Federal e que já mostrou através de estudos técnicos que o congelamento de salários poderá ser uma via real para que se cumpram as metas orçamentárias para 2020.

Os estudos divulgados por este instituto no mês de março já demonstraram aos parlamentares que o que o governo planeja cortar todo ano para cumprir a meta está ficando cada vez mais curto. Ou seja, não tem mais o que excluir. Como via alternativa, eles já sinalizaram que evitar despesas futuras (o reajuste do salário mínimo) não vai ser descartado.

Neste processo, o governo parece ficar ‘refém’ de suas próprias decisões. Uma delas diz que caso ele não consiga cumprir a sua meta de gastos que é programada no ano anterior, o mesmo fica proibido de gastar mais no ano que vem. Os limites de gastos são sempre delimitados com base na inflação do ano anterior somado à sua capacidade de crescimento econômico registado naquele mesmo ano.

De acordo com os especialistas em orçamento do governo, as análises já demonstram que a meta de gastos para 2019 dificilmente poderá ser cumprida ao ‘pé da letra’.

Isto já é o suficiente para que a população brasileira possa ficar de ‘cabelo em pé’. Ela mostra uma clara tendência de mais arrocho e numerosos prejuízos para a própria população brasileira. Sem dinheiro suficiente para gastar, pioram cada vez mais os investimentos em setores considerados essenciais como Saúde, Educação e Segurança.

Além disso, os serviços públicos ficam cada vez piores, pois não vai ter dinheiro suficiente para a realização de concursos para contratar gente nova para preencher o lugar daqueles que já se aposentaram ou estão em processo de afastamento.

Isso sem se falar nos vários programas de transferência de renda mantidos pelo governo e gastos com folha de pagamento que, em via de regra, são atrelados diretamente ao valor atualizado do salário mínimo.

Desde já, é preciso que todos fiquem atentos às mudanças no panorama econômico brasileiro. Principalmente, num ano eleitoral cujo resultado da votação poderá alterar drasticamente o destino de toda a nação brasileira, que está cada vez mais afogada em falsas promessas e sedenta de que pelo menos algumas delas possam vir a ser cumpridas um dia.

Por Emmanoel Gomes

Dinheiro



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